A MUSICALIDADE REGIONAL GAÚCHA
Buenas Amigos!
Muito me honrou a decisão
do amigo Guimarães, de estar nesse conceituado site escrevendo sobre nossa
cultura.
Não pretendo ser erudito,
quero apenas levar questão relacionadas ao tema a uma reflexão, não sou
professor, não sou doutor, nem tenho nada contra os que são, sou de fato e de
direito um cantor, compositor, radialista e empresário da comunicação social
muito peocupado com o destino do nosso povo. Prego e acredito que só seremos Nação
soberana , quando naturalmente soubermos distinguir e valorizar o pago, arte
que fala dos nossos valores históricos, usos e costumes folclóricos com nosso
idioma e nosso som.
Para iniciar, convido a
pensarem sobre A MUSICALIDADE REGIONAL GAÚCHA:
Por isso é preciso saber o
que é Regionalismo? É uma corrente artística poética musical, derivada do
Romantismo, movimento que derrubou, ainda no século passado, no mundo todos os
padrões do Classicismo. O Regionalismo Gaúcho contemporâneo,
é fruto dos festivais nativistas de música, iniciado em 1971 com o
surgimento da CALIFÓRNIA DA CANÇÃO NATIVA DO RIO GRANDE DO SUL, de letras que
exibem nossa formação social e política pela história, usos e costumes, em
ritmos aculturados no século passado, como Xote, Marcha, Havaneira, Polca,
Rancheira, Valsa e Mazurca. Do século passado ainda temos a Toada, a
Toada-Milonga, esta é ritmo sul americano do pampa, comum nos três países,
Brasil, Uruguaia e Argentina – e mais recentemente temos o Chamame, a
Chamarrita dos Açores, que os uruguaios também aculturaram nos devolvendo como
Chamarra. Dentre os ritmos hoje reconhecidamente gaúcho, o único genuíno éo
Bugio, criado nos anos 50, na região de São Francisco de Assis e adotado na
região serrana de São Francisco de Paula, maiores divulgadores desse ritmo,
confundindo-se como criadores, ao ponto de manterem a mais de 10 anos o
festival de música letra,
intitulado o ronco do Bugio. O nome do ritmo é Bugio, porque a divisão melódica
binária, arremeda o caminhar do animal nativo, que na
gaita caracteriza-se no jogo do fole.
A arte regional é formadora
de cultura própria, ensina a conhecer nossos valores culturais, nossa
identidade, mostra quem
realmente somos, através dos contos, poesias e músicas, que envolvem nossa
história política e social, usos e costumes. O Regionalismo canta em música, prosa e verso a formação social e
política do gaúcho, encontrada na história, nos livros. Os usos, encontrados
nas vestimentas, na lida do campo, no transporte; Os costumes, encontrados na
comida, na bebida, no linguajar, nos gestos tipo – da hospitalidade,
honestidade, coragem, dignidade, humanidade e liberdade.
Alguém já disse “que não há
mais nada universal do que o regional”- decifrando
essa mensagem, entenderemos que o conceito das manifestações regionais
formadora de cultura, nos faz aprender e respeitar o nosso nome – que é uma
marca pessoal, o sobrenome – que é uma marca de família, e , a identidade cultural expressa na música
regional, nas artes, que é a marca da aldeia, da nação.
Para pensar: “Não existe
Nação sem cultura própria autêntica! A arte regional é o caminho para se chegar
lá”.
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Até a próxima edição;
domingo prosearemos, das 6 às 9
horas da manhã, no Programa Galpão do
Nativismo da RÁDIO GAÚCHA - AM; e sábado das 20:00 ás 21:00h no Programa Gauchesco
& Brasileiro na Rádio SÃO TAQUARA e EMOÇÃO de Taquara e em mais 60 emissoras de rádio na Região Sul do Brasil. Apoio GBOEX – Previdência Privada; PLANALTO – Transportando Cultura;
Obs. >
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