EDITORIAL

Chasque escrito para os sócios do CTG Jayme Caetano Braun , de Brasília, mas achamos que deve ser estendido a toda a Gauchada.

É com o peito entupido de alegria e satisfação que tapeio o chapéu na testa e depois do “-ó de casa!”, com muito respeito peço licença para bolear a perna e me aprochegar no teu rancho para, debaixo da ramada, abancado num cepo com um peleguito dobrado e um baita mate topetudo, símbolo da hospitalidade do povo gaúcho, prosearmos mais uma vez sobre os valores do gauchismo e, em particular, sobre o nosso CTG JAYME CAETANO BRAUN (CTG JCB), catedral xucra do culto a genuína tradição do nosso sacrossanto pago.

Mas buenas, comprometidos que somos com a sustância e fundamento da nossa causa, nos cabe promover uma reflexão, particularmente sobre a atitude que se pode e/ou se deve ter quando dentro do CTG, seja quanto ao uso de pilchas, comportamento pessoal, atendimento as regras da Entidade, execução de números musicais e/ou danças ou atividades artísticas, desportivas ou campeiras.

Entendemos que a fundamentação ideológica e os objetivos geram a identidade própria de uma instituição e exigem ações e iniciativas coerentes de quem as dirige e, em contrapartida de quem a freqüenta e vice-versa.

Deve haver um comprometimento consciente, voluntário e unânime em se resgatar, difundir e cultuar as tradições gaúchas congregando famílias aliadas pelo comprometimento com a genuinidade que fortalece o núcleo sociológico e por conseqüência a cultura. Devemos fazê-lo estribados na Carta de princípios que nos define as metas e objetivos práticos tais como os cívicos, culturais, éticos e estruturais e em teses filosóficas como nos ensina Barbosa Lessa e Jarbas Lima, por exemplo.

Os limites e parâmetros comportamentais das pessoas dentro do CTG são ditados pela tradição, folclore e cultura típica. Não são proibições personalíssimas e por isso devem ser respeitadas e acatadas. O regramento, fruto da história, baliza o comportamento que deve ser autoconsciente, autodisciplinado e caracterizado por ações voluntárias.

Para tudo há lugar e hora. Por exemplo: a forma de vestir e de portar-se varia se estivermos no trabalho, na igreja, na repartição pública, no teatro, no bailão, no estádio, em casa ou no CTG. A ética que rege cada situação ditará a regra a seguirmos.

A crítica construtiva é uma ferramenta que, tal como a tesoura para esquila, aprimora o processo, proporciona reflexão de atos e conseqüências. No entanto, as limitadas análises superficiais, sem fundamentação e sem conhecimento de objetivos e razões, pobres de conteúdos em nada contribuem para o crescimento do grupo senão por proporcionar a publicidade da mediocridade e ignorância de seus autores.

Nos orgulhamos em pertencer a uma sociedade que não se destina apenas ao lazer ou tampouco somente a valorizável convivência social, mas alia a esses objetivos a preservação cultural, a convivência familiar e de gerações, transmitindo a elas o nosso genuíno patrimônio sócio-ideológico-cultural. Nossa Instituição forma uma ética própria e regras específicas de participação, que embora aparentemente conservadoras devem ser respeitadas pois são altamente democráticas, sem preconceitos de raça, credo, cor, ideologia política, classe social ou idade, numa convivência que,na nossa visão, retrata que somos todos iguais ( Patronagem, Conselho de Vaqueanos, Sócios e Amigos da Entidade ).

Buenas, por hoje nos resta grudar o joelhos no chão e pedir ao Patrão do universo que continue a abençoar a todos nós, nossos familiares e amigos, proporcionando-nos paz profunda, saúde e felicidades.

Fraternais saudações tradicionalistas

Fonte: Site do CTG Jayme Caetano Braun  por autorização de EDSON FLORES-Patrão do  CTG
Patronagem Pura Cepa – Gestão 2004/2006