MOVIMENTO TRADICIONALISTA, MUITO MAIS DO QUE UM CLUBE

 

 

 

         Os seres humanos são sociais e gregários por natureza. Esta característica é a força que motiva a que nos reunamos em grupos e que busquemos conviver com outros seres humanos que tenham objetivos semelhantes aos nossos, que acreditem nas mesmas coisas que acreditamos e que primem pelos mesmos valores que temos.

 

         Na sociedade moderna há inúmeras oportunidades de convivência social, mas há grande carência de espaços em que as pessoas se identifiquem nas crenças, nos valores e nos princípios. Normalmente a convivência se dá na superfície. As convergências mais comuns são o lazer, o trabalho e o estudo. Há poucos espaços de convivência em que seja possível reunir as diversas gerações em torno de culto e valorização de idéias e princípios de vida.

 

         Os Centros de Tradições Gaúchas são espaços sociais que se diferenciam da maioria dos clubes por permitirem uma convivência que ultrapassa a superfície e se aprofunda em direção do que temos de mais importante: o comportamento, a família e o convívio ético.

 

         Um CTG não é e não poderá ser nunca um clube. Terá que ser, sempre, uma extensão do convívio familiar onde as gerações compartilham todos os momentos, permitindo que os mais novos apreendam com os mais velhos e que estes cresçam com a inquietude daqueles.

 

         Práticas como as do mutirão, da charla ao pé do fogo, da roda de chimarrão, do trabalho gratuito, do convívio quase diário, são fundamentais para que se estabeleça uma relação de confiança entre os tradicionalistas. Esta relação de confiança é o ponto que diferencia um CTG de um clube.

 

         O CTG é a reconstituição dos grupos locais em que as pessoas se relacionam como se estivessem em família, sustentados na relação de confiança entre os seus integrantes.

 

 

Manoelito Carlos Savaris

Conselheiro Benemérito do MTG