Editorial

A CRIANÇA NO CTG

Neusa Marli Bonna Secchi

 

Vivemos momentos de apreensão, descontentamento e tristeza com tudo o que assistimos na sociedade, referentemente ao tratamento e atenção às nossas crianças.

No mês de outubro, dia doze, comemoramos o “Dia da criança”. A mídia já vem divulgando vendas de brinquedos, presentes, homenagens, passeios, etc., que são privilégios de uma minoria, enquanto que outras tantas são crianças excluídas, maltratadas, sexualmente abusadas, exercendo trabalho escravo e vivendo na rua. Coisas que nos fazem refletir....

            Então, perguntamos: o que poderemos fazer para que o mundo seja melhor para as próximas gerações, se temos tudo para começarmos a construção de um mundo melhor, sem injustiças, guerras, violências, bastando acolhê-las e darmos o amor fundamental para seu desenvolvimento?

Se quisermos um mundo digno, verdadeiro e mais saudável, com seres humanos plenos e realizados, devemos semear muito amor, compreensão e carinho às crianças.

Que as famílias sejam mais comprometidas com os valores essenciais, para a formação do indivíduo, tornando-os “um reservatório mais rico dos sentimentos que o homem produz”, perpetuando-se ao passar das gerações.

            No âmbito do CTG, a criança encontra mais do que uma extensão de seu próprio lar - uma grande família - que além de entretenimento, desenvolve suas aptidões na arte, na dança, na música, no folclore infantil, na lúdica (brinquedos e brincadeiras), enfim, outras tantas atividades que buscam estimular o seu desenvolvimento, principalmente em respeito ao próximo, no espírito de solidariedade, nos laços de amizade e liberdade de expressão nas suas mais variadas formas.

            Segundo Glaucus Saraiva, autor da Carta de Princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho, “a Invernada Mirim é a mais importante de todas as invernadas, pois à ela cabe incubar nas almas dos seus piás, o gérmen do nativismo e a semente do tradicionalista de amanhã”.

Assim, se quisermos que nossas crianças sejam verdadeiros agentes de transformação, precisamos mostrar-lhes que isto é possível, através de nós mesmos.