Vocabulário Gaúcho
A
Abichornado: Aborrecido, triste, desanimado.
Abrir cancha: Abrir espaço para alguém
passar.
A cabresto: Conduzido pelo cabresto;
submetido.
Achego: Amparo, encosto, proteção.
Açoiteira: Parte do relho ou rebenque, constituída de tira
ou tiras de couro, trançadas ou justapostas, com a qual se castiga o animal de
montaria ou de tração.
Acolherar: Unir dois animais por meio de uma pequena guasca
amarrada ao pescoço; Unir, juntar, com relação a pessoas.
Afeitar: Cortar a barba.
Agregado: Pessoa pobre que se estabelece
em terras alheias, com autorização do respectivo dono, sem pagar arrendamento,
mas com determinadas obrigações, como cuidar dos rebanhos, ajudar
nas lidas de campo e executar outros trabalhos.
Água-Benta: Cachaça, destinada a ser bebida ocultamente.
Água-de-cheiro: Perfume, extrato.
A laço e espora: Com muita dificuldade, com muito esforço,
vencendo grandes obstáculos.
A la cria!: Ao Deus-dará, à aventura. Foi-se a la cria, significa foi-se embora, foi-se ao Deus-dará, caiu
no mundo.
Alambrado: Aramado. Cerca feita de arame
para manter o gado nas invernadas ou potreiros.
A la pucha!: Exprime admiração, espanto.
À meia guampa: Meio embriagado, levemente
ébrio.
Anca: Quarto traseiro dos quadrúpedes.
Garupa do cavalo. O traseiro do vacum.
Anta: Pessoa interesseira.
Aporreado: Cavalo mal domado, indomável, que não se deixa
amansar. Aplica-se, também ao homem rebelde.
Arapuca: Armadilha para pegar
passarinhos; trapaça.
Arrastar a asa: Paquerar.
Arreios: Conjunto de peças com que se arreia um cavalo para montar.
B
Badana: Pele macia e lavrada que se
coloca, na encilha do cavalo de montaria, por cima dos pelegos ou do
coxonilho, se houver.
Bagual: Cavalo manso que se tornou
selvagem. Reprodutor, animal não castrado.
Baixeiro: Espécie de lã, integrante dos
arreios, que põe no lombo do cavalo, por baixo da carona.
Bater as botas: Morrer.
Bicheira: Ferida nos animais,
contendo vermes depositados pelas moscas varejeiras. Para sua cura, além de
medicação, são largamente utilizadas as simpatias e benzeduras.
Bidê: Mesinha de cabeceira (aportuguesado
do francês bidet).
Biriva: Nome dado aos habitantes de Cima da Serra,
descendentes de bandeirantes, ou aos tropeiros paulistas, os quais geralmente
andavam em mulas e tinham um sotaque especial diferente do da fronteira ou da
região baixa do Estado. Var.: beriva,
beriba, biriba.
Bóia: Comida
Bolicho: Casa de negócios de pequeno sortimento e de
pouca importância. Bodega. Venda.
Bolicheiro: Dono de bolicho.
Braça-de-Sesmaria: Media antiga, de superfície, usada no Rio Grande
do Sul. A braça-de-sesmaria mede
Buenacha: Boa.
C
Cabresto: Peça de
couro que é apresilhada ao buçal
para segurar o cavalo ou o muar.
Cachaço: s. Porco não castrado, barrasco, varrão.
Cacho: A cola, o rabo do cavalo; caso com
uma mulher.
Cagaço: Grande susto, medo.
Califórnia: conjunto de
coisas belas; pioneiro festival de música gaúcha realizado em Uruguaina.
Cambicho: Apego, paixão, inclinação irresistível por uma
mulher.
Campo de Lei: Campo de ótima qualidade.
Capão: Diz-se ao animal mal capado;
indivíduo fraco, covarde, vil; pequeno mato isolado no meio do campo.
Capataz: Administrador de uma estância ou
de uma charqueada. Pessoa que nas lides pastoris, é incumbida de chefiar o
pessoal.
Carboteiro(a): Alguém difícil, que não dá bola.
Carreira: Corrida de cavalos, em cancha
reta. Quando participam da carreira mais de dois parelheiros, esta toma o nome
de penca ou califórnia.
Caudilho: Chefe militar; manda-chuva.
Cavalo de Lei: Animal muito veloz, capaz
de percorrer duas quadras (264m) em 16 segundos ou menos.
Chalana: Embarcação ou lancha grande e
chata.
Chambão: Otário.
Charla: Conversa.
Chasque: Recado; mensagem.
Chimango: Alcunha dada no Rio Grande do
Sul aos partidários do governo na Revolução de 1929.
China: mulher gaúcha; descendente
ou mulher de índio, ou pessoa de sexo feminino que apresenta alguns dos traços
característicos étnicos das mulheres indígenas; cabloca,
mulher morena; mulher de vida fácil; esposa.
Chinoca: Mulher, menina.
Cincha: Peça dos arreios que serve para
firmar o lombilho ou o serigote sobre o lombo do animal.
Colhudo: Cavalo inteiro, não castrado. Pastor.
Figuradamente, diz-se do sujeito valente, que enfrenta o perigo, que agüenta o
repuxo.
Credo: Exclamação
de espanto.
Cuiudo: O mesmo que colhudo.
Cupincha: Companheiro, amigo,
comparsa.
Cusco: Cão pequeno, cão de raça ordinária. O mesmo que guaipeca, guaipé.
D
Daí
Tchê: Oi.
Daga: Adaga, facão.
De vereda: Imediatamente, de momento, de
uma vez.
Dobrar o cotovelo: Beber, levantar o copo
à boca.
Doma: Ato de domar. Ato de amansar um
animal xucro.
Domador: Amansador de potros. Peão que
monta animais xucros.
Duro de boca: Diz-se do animal que não
obedece à ação das rédeas.
Duro de Pealar: Difícil
de fazer, trabalhoso.
E
Embretado: Encerrado
no brete; metido em apertos, apuros ou dificuldades;
enrascado, emaranhado.
Entrevero: Mistura,
desordem, briga, confusão de pessoas, animais ou objetos.
Erva-Caúna: Variedade de erva mate de má qualidade, amarga.
Erva-Lavada: Erva já sem fortidão por ter
servido para muitos mates.
Estar com o diabo no corpo: Estar
furioso. Estar insuportável.
Estar com o pé no estribo: Estar prestes
a sair.
Estrela-Boieira: Estrela d’alva,
planeta Vênus.
Estribo: Peça presa ao loro, de cada lado
da sela, e na qual o cavaleiro firma o pé.
Estropiado: Diz-se o animal sentido dos
cascos, com dificuldade de andar, em conseqüência de marchas por estradas
pedregosas.
F
Facada: Pedido de
dinheiro feito por indivíduo vadio, incapaz de trabalhar, que não pretende
restituí-lo.
Facho: O ar livre. Usado na expressão sair
do facho.
Fatiota: Terno; conjunto de roupas do
homem: calça, colete e paletó.
Fiambre: Alimento para viagem, geralmente
carne fria, assada ou cozida.
Fazer a viagem do corvo: Sair e demorar
muito a regressar.
Flete: Cavalo bom e de bela aparência, encilhado com
luxo e elegância.
Funda: Estilingue, bodoque.
G
Gadaria: Porção de
gado, grande quantidade de gado, o gado existente em uma estância ou em uma
invernada.
Gado chimarrão: Gado alçado, xucro, sem
costeio.
Galpão: Construção existente nas
estâncias, destinadas ao abrigo de homens e de animais; O galpão característico
do Rio Grande do Sul é uma construção rústica, de regular tamanho, em geral de
madeira bruta e parte de terra batida, onde o fogo de chão está sempre aceso.
Serve de abrigo e aconchego à peonada da estância e a qualquer tropeiro ou gaudério que dele necessite.
Gato: Bebedeira, porre, embriaguez.
Gaudério: Pessoa que não tem ocupação séria e vive à custa
dos outros, andando de casa em casa; parasita; amigo do viver à custa alheia.
Graxaim: Guaraxaim, sorro, zorro. Pequeno animal semelhante ao cão, que gosta
de roer cordas, principalmente de couro cru e engraxadas ou ensebadas, e de
comer aves domésticas. Sai, geralmente, à noite. É muito comum em toda a
campanha.
Gringo: Denominação dada ao estrangeiro
em geral, com exceção do português e do hispano-americano.
Guaiaca: Cinto largo de couro macio, às vezes
de couro de lontra ou de camurça, ordinariamente enfeitado com bordados ou com
moedas de prata ou de ouro, que serve para o porte de armas e para guardar
dinheiro e pequenos objetos.
Guaipeca: Cão pequeno, cusco,
cachorrinho de pernas tortas, cãozinho ordinário, vira-lata, sem raça definida.
Pequeno, de minguada estatura; aplica-se, também, às pessoas, com sentido
depreciativo.
Guapo: Forte, vigoroso, valente, bravo.
Guasca: Tira,
corda de couro cru, isto é, não curtido; homem rústico, forte, guapo, valente.
Guasqueaço: Pancada, golpe dado com guasca. Relhaço, relhada, chicotada,
chibatada, correada, açoite.
Guri: Criança, menino, piazinho, piazito, serviçal para
trabalhos leves nas estâncias.
H
Há
cachorro na cancha: Significa que há alguma coisa atrapalhando a execução de
determinado plano.
Haraganear: Andar solto o animal por muito tempo, sem
prestar serviço algum.
I
Invernada:
Grande
extensão de campo cercado. Nas estâncias, geralmente, há diversas invernadas:
para engordar, para cruzamento de raças, etc.
Iguaria: Culinária, comida.
J
Juiz:
Pessoa
que julga a chegada dos parelheiros, nas carreiras, em cada laço. O mesmo que
julgador.
Jururu: Cabisbaixo, tristonho, abatido.
L
Lábia: Habilidade
de conversa.
Lambe esporas: Indivíduo
bajulador; leva e traz.
Lasqueado: Trouxa, metido
a besta, passado.
Légua: Medida itinerária equivalente a
3.000 braças ou
M
Macanudo:
Designa
alguém bonito ou algo legal.
Maleva: Bandido, malfeitor, desalmado; cavalo infiel,
que por qualquer coisa corcoveia.
Maludo: Cavalo inteiro, garanhão. Diz-se do animal com
grandes testículos.
Mangueira: Grande curral construído de
pedra ou de madeira, junto à casa da estância, destinado a encerrar o gado para
marcação, castração, cura de bicheiras, aparte e outros trabalhos.
Manotaço: Pancada que o cavalo dá com uma
das patas dianteiras, ou com ambas; bofetada, pancada com a mão dada por
pessoa.
N
Negrinho: Designação carinhoso que se dá a crianças ou a pessoas que se tem
afeição.
Num upa: Num
abrir e fechar de olhos; de golpe; rapidamente.
O
Oigalê!: Exprime
admiração, espanto, alegria.
Orelhano: Animal sem marca,
nem sinal; gaúcho sem origem conhecida.
P
Paisano: Do mesmo
país; amigo, camarada; civil.
Palanque: Esteio grosso e forte cravado
no chão, com mais de dois metros de altura e trinta centímetros aproximadamente
de diâmetro, localizado na mangueira ou curral, no qual se atam os animais,
para doma, para cura de bicheiras ou outros serviços.
Papudo: Indivíduo que tem papo. Balaqueiro, jactancioso, blasonador. O termo é empregado
para insultar, provocar, depreciar, menosprezar outra pessoa, embora esta não
tenha papo.
Passar um pito: Repreender, descompor.
Patrão: Designação dada ao presidente de
Centro de Tradições Gaúchas (CTG) ou ao dono da estância ou fazenda.
Patrão-Velho: Deus.
Pelea ou Peleia: Peleja, pugilato, contenda, briga, rusga,
disputa, combate.
Pelear: Brigar, lutar, combater, pelejar, teimar,
disputar.
Petiço: Cavalo pequeno, curto, baixo.
Piá: Menino, guri, caboclinho.
Piquete: Pequeno potreiro, ao lado da
casa, onde se põe ao pasto os animais utilizados diariamente.
Poncho: Espécie de capa de pano de lã, de
forma retangular, ovalada ou redonda, com uma
abertura no centro, por onde se enfia a cabeça. É feito geralmente de pano
azul, com forro de baeta vermelha. É o agasalho tradicional do gaúcho do campo.
Na cama de pelegos, serve de coberta. A cavalo, resguarda o cavaleiro da chuva
e do frio.
Potrilho: Animal cavalar durante o período de amamentação,
isto é, desde que nasce até dois anos de idade. Potranco,
potreco, potranquinho.
Q
Que
tal?: Tudo bem?
Queixo-Duro: Cavalo que não obedece
facilmente a ação das rédeas; pessoa teimosa.
Qüera: homem, gaúcho, gaudério.
Quero-Mana: Denominação de antigo bailado campestre, espécie
de fandango. Canto popular executado ao som de viola.
R
Rebenque:
Chicote
curto, com o cabo retovado, com uma palma de couro na
extremidade. Pequeno relho.
Regalo: Presente, brinde.
Relho: Chicote com cabo de madeira e açoiteira de tranças semelhantes a
de laço, com um pedaço de guasca na ponta.
Reponte: Ato de tocar por diante o gado
de um lugar para o outro.
Repontar: Tocar o gado por diante de um
lugar para outro.
S
Sair
fedendo: Fugir
Sanga
Selin: Sela própria para uso da mulher.
Sesmaria: Antiga medida agrária
correspondente a três léguas quadradas, ou seja a
Soga: Corda feita de couro, ou de fibra vegetal, ou
ainda de crina de animal, utilizada para prender o cavalo à estaca ou ao pau-de-arrasto, quando é posto a pastar. Corda de couro
torcido ou trançado, que liga entre si as pedras das boleadeiras;
o termo é usado também em sentido figurado.
Surungo: Arrasta pé, baile de baixa classe, caroço.
Sorro: graxaim.
Sorro manso: expressão que designa alguém
ladino, esperto, que age mas não aparece (dá o tapa e
esconde a mão).
T
Taco: Diz-se ao
indivíduo capaz, hábil, corajoso; guapo.
Taipa: Represa de leivas, nas lavouras de
arroz; cerca de pedra, na região serrana; tapado, burro, ignorante.
Taita: Indivíduo valentão, destemido, guapo.
Tala: Nervura do centro da folha do
jerivá; chibata improvisada com a tala do jerivá ou com qualquer vara flexível;
lado de corte do facão ou da adaga.
Talagaço: Pancada com tala (ex: talagaço
de adaga, fig: levou um talagaço
da vida).
Talho: Corte, ferimento.
Tapera: Casa de campo, rancho, qualquer
habitação abandonada, quase sempre em ruínas, com algumas paredes de pé e algum
arvoredo velho. Diz-se da morada deserta, inabitada, triste.
Tchê: Meu,
cara.
(Veja
mais em Tradicionalismo)
Tirador: Espécie de avental de couro macio, ou pelego, que os
laçadores usam pendente da cintura, do lado esquerdo, para proteger e o corpo
do atrito do laço. Mesmo quando não está fazendo serviços em que utilize o
laço, o homem da fronteira usa, freqüentemente, como parte da vestimenta, o seu
tirador, que por vezes é de luxo, enfeitado com franjas, bolsos e coldre para
revólver.
Tosa: Tosquia, toso,
esquila.
Tradição Gaúcha: Vocábulos usados no
plural, significando o rico acervo cultural e moral do Rio Grande do Sul no
campo literário, folclórico, musical, usanças, adagiário, artesanato, esportes
e atividades culturais.
Tranco: Passo largo, firme e seguro, do
cavalo ou do homem. Ex: andar ao tranco.
Tranquito: passo lento.
Tramposo: Intrometido, trapaceiro, velhaco.
Trem: Sujeito inútil.
Três-Marias: Boleadeiras.
Tronqueira: Cada um dos grossos esteios colocados nas
porteiras, os quais são providos de buracos em que são passadas as varas que as
fecham.
Tropeiro: Condutor de tropas, de gado, de
éguas, de mulas, ou de cargueiros. Pessoa que se ocupa em comprar e vender
tropas de gado, de éguas ou de mulas. Peão que ajuda a conduzir a tropa, que
tem por profissão ajudar a conduzir tropas. O trabalho do tropeiro é um dos
mais ásperos, pois além das dificuldades normais da lida com o gado, é feito ao
relento, dia e noite, com chuva, com neve, com minuano, com soalheiras
inclementes, exigindo sempre dedicação integral de quem o realiza.
U
Uma-de-pé: Uma briga,
conflito, luta.
Usted: Você; usado na fronteira.
V
Vacaria: Grande
número de vacas; grande extensão de campo que os jesuítas reservavam para
criação de gado bovino.
Varar: Atravessar, cruzar.
Vareio: Susto, sova, surra, repreensão.
Vaza: Vez, oportunidade.
Vil: Covarde, desanimado, fraco.
Vivente: Pessoa, criatura, indivíduo.
X
Xepa: Comida.
Xerenga: Faca velha, ordinária.
Xirú: O mesmo que chirú.
Xucro: Diz-se do animal ainda não domado,
bravio, arisco.
Z
Zarro: Incômodo, difícil de fazer, chato.
Zunir: Ir-se apressadamente, soar.
FONTES- Minidicionário Guasca - Zeno Cardoso Nunes - Rui Cardoso Nunes
Vocabulário Tupi-Guarani
A
ABAETÉ--- Abá,
- Homem;- --Eté, Verdadeiro
AÇÚ --
Significa apenas grande.
Agj. Quente , encarolado(antigo nome da
estação da luz SP)
ANDARAY: RIO DOS
MOCEGOS - ANDIRA -Morcego- Y- Água
ANGUERA-
Alma
que já foi alma,que esta fora do
corpo—assombração alma penada
ANHANGÁ – O espírito mau , o diabo
ARAÇATUBA—Sítios dos ARAÇAS,de
araçá + tyba, sufixo de abundância.
ARAPIRACA—O pau de casca
solta. O mesmo que guarapiraca.
ARARANGUA--- O rumor, o
barulho, o tagarelar das araras.
ARARIBOIA --- Apelido de um
Famoso CACIQUE , cobra coral
ARARUAMA-- O comedouro,
o bebedouro das
araras
ARAXA-- A vista do mundo, o
panorâmico, planalto de
largo horizonte.
B
BANGÚ—A colina, o serro escuro,preto.
BIRIBA-- De mbir-yba -- A embira de que se fazem cordas.
BIRIBA-- O
MESMO VERBETE TUPI ,mas com
significações modernas; pessoas
simples,mas astuta,caipira,
serrano,
BOSSOROCA-- De yby-soroc—Terra,
chão rasgado, rachadura no solo.
BOYTATÁ—Fogo-fátuo, cobra
de fogo -- De - mboy cobra -- tatá – fogo,
labareda.
BOYUNA – De boy—cobra—uma- preta, Famosa
numa das lendas da Amazônia.
BUTANTÃ -- De
mbu- lugar, terra, tã-tã – duríssima.
BUTUCARAY—De ybyty-
monte - caray
- santo ( RS)
BUTUCARAI – Nome de uma tribo indígena das margens do RIO JAVARI
(RS )
C
CAÇAPAVA - Clareira ,
passagem,picada na mata.
DE -- CAA,--mato -
AÇAPABA- - clareira, picada.
CAMACUÃ(GUÃ) O
bico do seio ,A teta. A colina pontuda.
CATETE – O mesmo que cateto, caitetu, - O porco
do Mato, A Queixada,-- DE –Taytetu
– o dente aguçado ou pontiagudo.
CATUMBI – DE—CAÁ-TUMBY, -
Ao pé do
monte, A beira da
mata.
CAÚNA -- DE
- CAÁ,- planta, arvore, folha,
- UMA – preta. Espécie de erva mate.
CURITYBA -- DE - CURI-pinhão,pinheiro que da muito pinhão, TYBA – Lugar de muitos pinheiros.
CHAPECÓ- DE – HAPECÓ -- trilhar, passar freqüentemente.
CAVARÚ-RETÃ-( Cavajuretã ) DE -
CAVARÚ, Cavalo – RETÃ - a terra , a
pátria, A TERRA DOS CAVALOS.
E
EMBAÚ -
A BICA D”AGUA
ERIXIM - Não é TUPÍ-GUARANÍ, É
CAINGANGUE - DE - ERE – Campo – XIM – Pequeno.
G
GAMBOA --
DE - CAÁ- MBÓ -
O fecho, - Cercado de
galhos e ramos para apanhar peixes.
GOYTACAS -- Alteração de guayatacá, O Nômade ou
errante,sem paradeiro certo
GRAVATA -- Forma vulgar
de CARAGUATÁ
GRAVATAÍ - - Rio dos gravatas.
GUARANI -- RAÇA INDÍGENA, E
SEU IDIOMA -- --O
guerreiro, O lutador.
GUARATYBA--- Lugar das Garças , onde
há muitas garças.
GUAYRÁ (GUAIRA) Nome dado a queda d”água no PARANA --
DE - GUÁ-Y-R×não passaras adiante,Portanto quer
dizer INTRANSITAVEL. O salto das setes
quedas desapareceu na formação da
grande usina do RIO guassú.
GRAJAÚ - DE – CARAJÁ – Macaco -- e – Ú
- Preto , CARAJAYÚ, é também nome de uma tribo.
I
IBICUÍ -
DE – YBY – Terra;- CUÌ – Farinha,
isto é AREIA.
IBIROCAI – DE -- YBY-R-OCA-Y
- Rio dos Currais.
ITACURUÇÁ -- DE --itá-curuçá -- A
cruz de pedra, podendo ser a cruz de ferro.
ITACUATIARA -- DE --Ita-cuatiara: A
pedra desenhada, A pedra que traz inscrições.
ITABORAY: _--DE itabora-y -- O rio que tem abundância de Cascalho;pedregulho,seixos.
ITAGUAY --
O rio de itaguaba—DE ita-guaba -- O comedoro de
pedra:Alusão ao barreiro salitroso que
os animais procuram para lamber.
ITAIPABA- ITAIPAVA -- DE - Itaim, - O pedregulho; PABA
--O banco de pedra de seixos
ITAIPÚ --
A fonte da pedra,a água que sai dentre pedras
ITAMARATI -- -DE -Itá-marã-ty -- Água entre pedras claras.
ITANHANGÁ -- Pedra do Diabo
ITAOCA – DE --Itá-Oca -- A casa de pedra; a lapa; a furna.
ITATIAIA- -- DE - Ita-tiãi A pedra de
pontas,A montanha de pedras aguçadas,ponta que se ergue.
IBITURUNA -- Nuvem negra;montanha escura que parece uma nuvem
preta
ICARAY – Água santa, Água
benta, -- DE – Y
água -- CARAY -- Santo
IGUABA – O bebedouro, lugar
onde os animais costumam beber água.
IGUATEMI – DE – iguá --
Enseada,baia – Temi
alteração de -pembi-timbi
VERDE ESCURO ( O rio
verde escuro )
INHAUMA – DE -- Nhae-û. – Argila
própria para o fabrico de louça – DE nhae,prato; uma,
Barro
IPANEMA -- DE -
Y-PANEMA -- Água ruim, o
rio ruim sem peixes.
IRAJÁ – DE --ira-yá -- O lugar
onde há mel - O
favo de mel.
IRARUAMA( Nome antigo de ARARUAMA)
O comedouro das iraras.
FONTE:
Vocabulário-tupi-guarani -
Profº Silveira Bueno..
Adágios e Ditos
ANDAR COM OS BASTOS LADEADO: Estar
Enojado, Aluado...
APERTADO COMO TRANÇA DE
OITO: Se diz namorados que andam apertadinhos,
juntos...
ESQUENTAR A ÀQUA PARA
OUTRO TOMAR MATE: Se diz quando se prepara algo, outros se aproveitam.
COMO GUACHO POR LEITE:
Estar ansioso por algo...
COMO LISTA DE PONCHO: Algo fácil,
que vai saindo de modo regular e uniforme...
COMO SUSTO Á MEIA NOITE: Se diz de
uma pessoa muito feia...
COMO SERÁ O CANHADÃO, SE O GATO VEM
A TROTE: Quando se
suspeita de uma pessoa contando proesas ,quando se sabe de sua covardia e pouca capacidade
de realizar...
QUANDO A MANGUEIRA É
PEQUENA ATÉ GRINGO PIALA: Referindo-se a algo que se faz com facilidade...
QUANDO SE ESTÁ MONTADO EM POTROS, TEM QUE AGUENTAR OS CORCOVOS:Uma
vez metido em
algo,lutar contras todas
as dificuldades...
DEIXAR COMO PAU DE
GALINHERO: Insultar alguém com toda a classe de más palavras...
A ONDE A ÉGUAS, POTROS
NASCEM: Em qualquer agrupamento humano , se encontra
homens valentes e
capazes
DURAR COMO CORDEIRO GORDO
É NA CANCHA QUE SE CONHECE
O PINGO: Por a prova uma pessoa, e ver se confirma o que aparenta...
ENTRE BOIS
NÃO HÁ CORNADAS;
Pessoas de um
mesmo oficio, profissão, se entendem e
se respeitam
É A ULTIMA CARTA DO
BARALHO: Se diz de uma
pessoa má , ruim e.t.c
ATÉ VER-TE
CRISTO MEU: Antigamente em
alguns bolichos,
pulperias, o gaúcho ao tomar
um copo de
vinho, canha,e.t.c ,Havia alguns copos e
canecas que na sua borla
superior estava pintado um
Diabo, o no fundo do
mesmo um Cristo, Ao
beber dizia “NUNCA AO
DIABO , AMIGO! , e logo ao empinar
o copo dizia “ ATÉ VER-TE
CRISTO MEU” com isso via o fundo do copo e tranqüilizava
a alma.
BURRO CARREGADOR DE AÇUCAR, ATÉ
O RABO É
DOCE.
VIÚVA NOVA E LENHA VERDE,
QUANDO CHORAM NUMA PONTE QUEIMA NA OUTRA.
BOI LERDO BEBE AGUA SUJA.
CHEGAR PROS LADOS DAS CASAS. Conquistar a
simpatia de um pessoa